Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
UFSCar

Pesquisadores associados ▹ Pedro Rocha de Almeida e Castro

Mapeamento indígena e contra-cartografias: estudos de caso.
Pesquisa sobre os processos de “etnomapeamento” e “contra-cartografia” que floresceram no Brasil nas últimas duas décadas, a partir de dados históricos e etnográficos. A escolha da expressão “etnomapeamento” abrange a análise tanto dos processos (e “produtos”) contemporâneos de mapeamento com tecnologia GIS por povos indígenas, como dos modos particulares e culturalmente determinados de experienciar e conceituar o espaço de diferentes povos. O conceito de contra-cartografia, por sua vez, sinaliza meu interesse em pensar o etnomapeamento em relação ao processo mais geral onde “comunidades contestam os mapas formais do Estado, se apropriam de sua técnica oficial de representação, e fazem seus próprios mapas” (Duxbury: 2015: 6). A articulação entre etnomapeamento e contra-cartografia, portanto, manifesta a aposta de que um diálogo entre os mapeadores indígenas e outras “culturas de mapeamento” pode ser fecundo para ambas as partes. A pesquisa parte de alguns pressupostos: 1) Mapear é um ato de poder; 2) O mapa, o Estado-Nação e o colonialismo são coetâneos, simbióticos e co-evolucionários; 3) os mapas são performativos (sensu Austin), isto é, eles fabricam aquilo que pretendem representar; 4) os mapas estão profundamente relacionados com a cultura dos “fazedores de mapa” (mapmakers).

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